Prisma
O vento levantou a cortina. Por hábito ou
por vontade. Suavemente!
Sem nenhum anúncio, a luz do sol se
esgueirou. Sorrateira, sala a dentro.
Conhecedor do caminho.
Atravessou o cristal do vaso. Formas
coloridas se espalharam. E como flores
feitas de cacos, de cristal, de vento de
vontade, girou. Iluminou as paredes da sala.
A manhã se fez cor. Solitário espetáculo!
maria izabel