Moinhos
Sempre gostei de ventos. Então frente à
imagem iluminada... sorri. Em mim um moinho
lento, diário, preciso, se move. Tritura
grãos, sonhos, fatos e certezas. Assim
dependente dos ventos, da água, do que
impulsiona a vida e faz o destino se cumprir,
me transformo. Sou luz e sombra. Imóvel,
estou sempre turbilhão. E o dia se faz para
nascimentos ou mortes. Por onde sopram,
todos os ventos.
maria izabel