Diluição
Aquele amor uma aquarela. Delicadas
transparências em perfeita justaposição.
Tela fluída em manchas tonalizadas. Suaves
espaços em branco. Silêncio. Para aquela
aquarela luz e sombra. Momentos de “quinta
justa”. Mas fluiu tanto, que ultrapassou a
moldura, tingiu paredes, chão, terra e se
evadiu de mim. Para esta saudade um teatro
mambembe onde crio velhas personagens e
sinto antiga emoção.
maria izabel