Talvez seja o vento
Ventou
muito!
A noite toda, a manhã inteira. Papéis,
gravetos, ciscos, flores, folhas, formaram
pequenos redemoinhos.
Nada ficou incólume, a saia das moças, os
cabelos, as fitas, os balões coloridos.
Tudo voou...
Também acordei agitada, feito o vento,
algo foi remexido em mim, durante o
vendaval.
Olhei pela janela, para onde vão os
ventos?
Tive vontade de chorar, de raiva e de
saudades.
Apenas mudam de quintais?
Que bobagem.
Tanto vento quanto pessoas tem direito a
não querer.
Quanta raiva tive e ainda tenho do vento
que me remexeu.
Que saudades sinto do vento, que não me
envolveu.
maria
izabel